O Partido Liberal ingressou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Lula (PT), sob a alegação de prática de propaganda eleitoral antecipada e uso indevido da máquina pública. A ação questiona uma entrevista concedida no Palácio do Planalto no último dia 14 de abril a veículos de comunicação.
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Protocolada em 21 de abril, a peça sustenta que o conteúdo, inicialmente institucional, teria assumido caráter político-eleitoral ao longo da transmissão. O partido afirma que o presidente utilizou o espaço oficial e canais vinculados ao governo para promover sua imagem e criticar adversários, o que, na avaliação da sigla, contraria a legislação eleitoral.
O caso foi distribuído para a ministra Estela Aranha, responsável pela relatoria. Na ação, o PL argumenta que houve violação ao artigo 73 da Lei das Eleições, que restringe o uso de bens e serviços públicos em benefício de candidaturas.
Entre os pontos levantados, a legenda destaca a realização da entrevista dentro da sede do Executivo, com divulgação em plataformas oficiais, além de declarações que, segundo o partido, sugerem intenção eleitoral. A sigla também menciona críticas direcionadas a nomes da oposição, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como indício de desequilíbrio na disputa.
Outro argumento apresentado é o de quebra de isonomia entre possíveis candidatos, já que adversários não teriam acesso à mesma estrutura institucional para se manifestar.
Na representação, o partido solicita decisão liminar para que os vídeos da entrevista sejam retirados de perfis oficiais do governo e das redes sociais do presidente. Também pede que Lula seja impedido de realizar atos semelhantes em instalações públicas e que eventual irregularidade resulte em multa.