O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, pediu desculpas após citar homossexualidade em resposta a críticas do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema.
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“Não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema”, escreveu o magistrado em publicação nas redes sociais.
Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la.
E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema.
Desculpo-me pelo…
— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) April 24, 2026
A declaração ocorreu após entrevista em que o ministro comentava vídeos divulgados por Zema com críticas a integrantes da Corte. Na ocasião, Gilmar afirmou:
“Imagine que nós comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando dinheiro no estado”.
Zema reagiu publicamente às declarações. Em publicação, afirmou:
“O que você não pode fazer é comparar homossexual com ladrão. Sério que você acha que é a mesma coisa chamar alguém de ‘homossexual’ ou de ‘ladrão’? Aí você mostrou todo seu mais puro preconceito para o Brasil”.
O ex-governador também respondeu em vídeo nas redes sociais e declarou:
“Eu sou muito seguro da minha sexualidade”.
Na mesma manifestação, afirmou que não se considera ofendido por sátiras pessoais e criticou a comparação feita pelo ministro.
“Pode fazer boneco do Zema homossexual, porque eu sou muito seguro da minha sexualidade; eu não tenho preconceito nenhum e eu sei que não sou gay pra um boneco me ofender. Pode até fazer boneco de Zema roubando dinheiro, porque eu sei que eu nunca roubei nada na minha vida e não vai ser um boneco que vai me ofender. Só não acho correto o ministro comparar homossexual com ladrão e dizer que é tudo ofensivo.”
Aliados chegaram a discutir a possibilidade de ação judicial, mas Zema afirmou que não pretende recorrer à Justiça.
“Na qualidade de político e, especialmente, de democrata, eu jamais acionaria, na Justiça, qualquer pessoa pelo fato de ter me criticado. A liberdade de expressão, em uma democracia de verdade, dá a qualquer pessoa o direito de criticar e expressar a sua indignação contra qualquer homem público, seja ele agente público ou político.”
O episódio ocorre em meio à troca de críticas entre o ministro e o ex-governador, após a divulgação de conteúdos com sátiras a integrantes do STF.