Nesta quinta-feira (23), durante participação no programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube, o senador Rogério Marinho criticou a proposta de redução da jornada de trabalho, classificando o tema como “um falso debate”.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
Segundo ele, o governo tenta se reconectar com a sociedade ao levantar pautas que não enfrentam os problemas reais do país. Marinho afirmou que a discussão desconsidera a legislação vigente e os efeitos econômicos de eventuais mudanças.
Ele relembrou a reforma trabalhista de 2017, da qual foi relator, e afirmou que a medida representou uma modernização de regras consideradas ultrapassadas. Disse que a legislação anterior tinha mais de 70 anos e mantinha um modelo de controle sindical pelo Estado.
Marinho destacou que um dos principais pontos da reforma foi a prevalência do negociado sobre o legislado. “A livre negociação entre as partes foi um dos poucos itens convergentes”, afirmou.
O senador argumentou que a economia brasileira é diversa e não comporta regras uniformes para diferentes setores. Segundo ele, tratar realidades distintas de forma igual compromete a eficiência do mercado de trabalho.
Ao comentar pesquisas sobre a redução da jornada com manutenção de salários, afirmou que a forma como a pergunta é feita induz respostas. “Eu queria saber quem são os 30% que discordaram de ganhar mais trabalhando menos”, disse.
Ele questionou os efeitos práticos da proposta e citou possíveis consequências como aumento de preços, inflação, desemprego e perda de competitividade. “Qual é a consequência?”, perguntou.
Marinho afirmou que a oposição aguardará a tramitação do tema no Congresso antes de se posicionar sobre o mérito.
Em outro momento, o senador negou que a reforma trabalhista tenha retirado direitos. Disse que as garantias estão previstas no artigo 7º da Constituição e que uma lei ordinária não pode alterá-las. “O maior fake news foi dizer que houve retirada de direitos”, afirmou.
Ele também comentou a organização de uma pré-campanha presidencial e disse que atua na coordenação de áreas como plano de governo, articulação política e estrutura jurídica. Segundo ele, propostas vêm sendo discutidas com o pré-candidato de forma recorrente.
Marinho negou informações sobre mudanças em regras previdenciárias e afirmou que não houve discussão sobre o tema. “Essa informação é absolutamente falsa”, disse.
O senador citou o déficit previdenciário e afirmou que o próximo governo terá de enfrentar ajustes fiscais. Criticou a condução econômica atual e afirmou que há impacto no custo de vida e nos juros.
Ao final, afirmou que a prioridade deve ser preservar o poder de compra da população. “Nada afeta mais o bolso do cidadão do que a perda do poder de compra”, declarou.
Assista o programa ao vivo