O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) informou nesta quinta-feira (23) que realizou, por iniciativa própria, a coleta de material genético para exame de DNA na Perícia Oficial do Estado de Alagoas. Segundo ele, a medida foi autorizada judicialmente com o objetivo de antecipar a produção de provas e acelerar o esclarecimento de acusações que classifica como falsas.
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O caso ganhou repercussão após o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) apresentarem uma notícia de fato à Polícia Federal. O pedido se baseia em relatos e documentos que, segundo os parlamentares, apontariam para um suposto crime de estupro de vulnerável. A denúncia foi protocolada sob sigilo, com solicitação de preservação das identidades envolvidas.
À imprensa, os autores da representação afirmaram que receberam informações indicando que o suposto crime teria ocorrido quando a vítima tinha 13 anos. Segundo essa versão, haveria ainda uma criança, hoje com 8 anos, que seria fruto da relação, além de indícios de pagamentos e ameaças para silenciar o caso.
DNA
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Gaspar afirmou que a coleta do material genético ocorreu de forma voluntária e com respaldo judicial.
“Acabei de coletar o meu material genético e, por livre e espontânea vontade, pedi uma ordem judicial para fazer essa coleta. Fui acusado de forma covarde por um crime que jamais pratiquei”, declarou.
O deputado também criticou as acusações e cobrou rapidez na apuração.
“O crime praticado contra a minha pessoa foi vil e abjeto. Mas a verdade é soberana. Eu só quero justiça. Eu quero celeridade. O povo brasileiro merece essa resposta imediata”, afirmou.
Defesa
As acusações vieram a público no último dia de funcionamento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, da qual Gaspar foi relator.
Na ocasião, o deputado negou qualquer envolvimento e afirmou que os fatos mencionados dizem respeito a um familiar. Segundo ele, um primo teria tido um relacionamento no passado e reconhecido a paternidade da criança, com exame de DNA que comprovaria o vínculo.
“O meu primo teve um relacionamento quando era jovem e reconheceu essa filha. Eu não tenho nada a ver com isso”, disse.
Durante coletiva, o parlamentar apresentou documentos e exibiu o vídeo de uma mulher que se identifica como filha do primo. No depoimento, ela afirma: “Gostaria de declarar que não sou filha de Alfredo Gaspar, sou filha biológica do Maurício Breda. […] Não sou fruto de estupro algum”.
Gaspar também negou qualquer tentativa de pagamento ou silenciamento e desafiou os autores da denúncia a apresentarem provas.
Além da realização do exame de DNA, o deputado informou que ingressou com ações nas esferas cível e criminal contra os responsáveis pelas acusações, com pedidos de indenização por danos morais e apuração de crimes como calúnia e difamação. No Congresso, também foram protocoladas representações solicitando a responsabilização dos envolvidos.
O caso segue sob análise das autoridades competentes, com investigações em curso e expectativa pela conclusão dos exames periciais e avaliação das provas apresentadas pelas partes.