Em entrevista coletiva, o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) afirmou nesta tarde (16) que, “na política, você não muda nada de uma semana para outra” e que “não promete milagre” caso seja eleito presidente da República, mas sim “melhoria”.
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A declaração foi feita nesta tarde após o evento “O Brasil sem intocáveis”, onde deu detalhes de seu plano de governo. A resposta foi dada ao comentar a seguinte pergunta feita por este jornalista: “Como combater os ‘intocáveis’ do Supremo [Tribunal Federal] com os ‘intocáveis’ ainda no poder? E o que o senhor faria caso [os ministros] derrubassem suas propostas [sobre o tema]?”.
O plano de governo do mineiro é centrado em três pilares: “Acabar com a farra dos intocáveis”, “Fazer o dinheiro do brasileiro voltar a valer” e “Devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, sendo o primeiro o “motor” e principal pilar de sua campanha eleitoral.
Entre os “intocáveis”, Zema destaca os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem direciona diversas críticas devido a decisões absurdas vindas da Corte.
“Na política, você não muda nada de uma semana pra outra”, afirmou Zema ao começar sua resposta. “Vai ser uma mudança gradual, o Congresso vai ter que avaliar essas mudanças nossas aqui, que são várias”.
Em sua visão, a “indignação” e o “inconformismo” dos brasileiros “vão fazer com que essas mudanças sejam implementadas” no país: “Nós não tivemos grandes mudanças pós Lava Jato no Brasil? A governança das estatais melhorou, apesar do Lula e o [Ricardo] Lewandowski, que têm aberto uma brecha ali, nomeado um punhado de gente incompetente e com ficha longe de estar limpa. Mas foi um avanço”.
Logo em seguida, Zema começou a criticar o atual governo Lula (PT): “Agora o que esse governo está fazendo são retrocessos. Retrocesso na autonomia do Banco Central, esse presidente gostaria que o Banco Central fosse submisso ao Executivo novamente. Retrocesso da reforma trabalhista, que foi quase toda desfeita já, mas o que nós precisamos no Brasil são de avanços consistentes”.
“Não prometo milagre, mas eu prometo melhoria”, afirmou o candidato à Presidência. “Minas Gerais, em 7 anos e 3 meses, avançou. Eu queria ter feito muito mais. Eu falo que eu fui e saí como governador muito frustrado. Eu queria fazer 5 mil coisas, consegui fazer só 2 mil, mas antes quem estava lá fazia 50. Então eu acho que temos que encarar nessa linha aí”.
Zema afirmou que, caso seja eleito presidente, vai fazer “tudo que for possível” para que suas propostas sobre o Supremo sejam implementadas. “E dá para fazer muita coisa”, salientou. “E a maior coisa que nós vamos fazer será dar bons exemplos”.
“Eu vou ser o presidente que vai falar: ‘Estou aqui, não tem um parente meu empregado, não tem uma pessoa da minha família se beneficiando do meu cargo’. E eu quero que todo político passe, vamos ter uma lei nesse sentido, a mostrar quem são seus parentes que têm cargo ou que têm qualquer contrato que possa gerar suspeição. É um direito do brasileiro querer que todo político mostre suas despesas e seus gastos em aeronaves oficiais e não que fique lá sem ambos”, prosseguiu Zema.
“Então são mudanças. Você começa a fazer mudança dando um exemplo e não dando esse exemplo que é o oposto do que está lá em Brasília. Esse exemplo que está lá hoje é para o Brasil mergulhar na criminalidade, no banditismo e na corrupção”, completou o ex-governador, que finalizou: “Isso é que está servindo o exemplo do senhor Alexandre de Moraes e Dias Toffoli”.