O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça se reuniu nesta manhã (06) com o ministro da Justiça de Lula, Wellington César Lima e Silva. Segundo o site Metrópoles, o encontro teve como objetivo reduzir a tensão entre o magistrado e a Polícia Federal (PF), que é subordinada à pasta.
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A reunião foi articulada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que, de acordo com o portal, “tem boa relação tanto com Wellington quanto com Mendonça”. O encontro ocorreu no gabinete do ministro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A relação entre Mendonça e a cúpula da PF se desgastou nos últimos meses em meio aos desdobramentos das investigações sobre as fraudes bilionárias no INSS e as apurações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula
A crise aumentou após Mendonça determinar que a PF encaminhasse ao Supremo todos os documentos brutos produzidos na investigação da Farra do INSS e informasse previamente qualquer mudança na equipe de delegados responsável pelo caso.
O despacho do ministro foi enviado ao Ministério da Justiça e à direção da PF há cerca de dois meses. Até o momento, porém, as determinações não foram cumpridas integralmente.
A decisão de Mendonça ocorreu após questionamentos sobre o andamento das apurações e alterações na equipe responsável pelo caso. Ao menos três delegados e integrantes do grupo de investigação foram substituídos durante o processo sem autorização ou conhecimento prévio do ministro, o que gerou questionamentos sobre a condução dos trabalhos.
Mais cedo, os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram uma nota conjunta em apoio ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. No documento, os dirigentes reafirmaram o compromisso da PF com a Constituição, a legalidade e o Estado Democrático de Direito.
“A credibilidade construída perante a sociedade brasileira decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico. A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei”, diz a nota.