O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16) que o Estreito de Ormuz será totalmente reaberto a partir de sexta-feira (19), data marcada para a assinatura formal do acordo entre Estados Unidos e Irã destinado a encerrar o conflito no Oriente Médio.
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Segundo Trump, a reabertura ocorrerá de forma imediata após a cerimônia prevista para Genebra, na Suíça. O estreito teve sua circulação parcialmente restringida pelo Irã durante a guerra, em resposta aos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel.
O presidente norte-americano também declarou que o acordo estabelece que o Irã não terá acesso a armas nucleares. Segundo ele, as negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano deverão avançar rapidamente após a formalização do entendimento.
“O Irã quer resolver isso. Eles precisam retomar os negócios, e o relacionamento agora está normalizado, então acho que vai acontecer bem rápido”, afirmou durante encontro com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, na cúpula do G7, realizada na França.
Trump informou ainda que pretende divulgar o texto do acordo nos próximos dias e encaminhá-lo ao Congresso dos Estados Unidos.
“Eu nunca pensei em enviá-lo (o acordo), nunca nem pensei nisso, mas vou enviar”, disse Trump. “Vou enviá-lo ao Congresso. Eu gosto da ideia”.
Mais cedo, durante o encontro do G7, o presidente norte-americano voltou a criticar a condução das operações militares de Israel no Líbano. Ao comentar a atuação do governo de Benjamin Netanyahu, sugeriu maior contenção nos ataques.
“Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, a Síria deveria fazê-lo”, declarou.
Apesar do anúncio do acordo, o encerramento definitivo da guerra ainda depende de novas etapas. O entendimento firmado entre Washington e Teerã prevê inicialmente um cessar-fogo enquanto os dois países negociam um dos principais pontos pendentes: o futuro do programa nuclear iraniano.
O governo dos Estados Unidos defende o encerramento completo das atividades de enriquecimento de urânio do Irã. Teerã, por sua vez, sustenta que o programa possui finalidade exclusivamente civil.
O acordo foi anunciado no último domingo (14) e recebeu assinaturas virtuais de representantes dos dois países. A assinatura presencial está prevista para sexta-feira, em Genebra. O governo iraniano considera que a formalização definitiva ocorrerá apenas após essa etapa.
Entre os pontos já divulgados por autoridades iranianas estão um pacto de não agressão entre os envolvidos, a reabertura das rotas marítimas comerciais da região, discussões sobre compensações pelos danos da guerra e a redução gradual das sanções econômicas impostas ao Irã.
Ainda permanecem divergências sobre aspectos da implementação do acordo. O governo iraniano informou que pretende cobrar taxas de serviço de embarcações que cruzarem o Estreito de Ormuz, enquanto Trump afirmou que o texto não prevê qualquer tipo de pedágio para o tráfego marítimo.
Também seguem em discussão os detalhes sobre o alívio das sanções econômicas e a definição de medidas relacionadas ao programa nuclear iraniano, temas que deverão ser tratados durante o período de cessar-fogo previsto no acordo.