Eduardo Bolsonaro defende rompimento entre PL e Novo

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu o rompimento da aliança entre o Partido Liberal e o Novo após novas críticas do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

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A reação ocorreu depois de Zema voltar a comentar o caso envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista ao Brasil Paralelo, o ex-governador afirmou que mantém suas críticas ao senador.

“Quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, declarou Zema.

O ex-governador também afirmou que não apoiará candidatos ligados ao empresário e minimizou eventuais desgastes políticos provocados por suas declarações.

“Não mudo em nada. Pra mim, quem anda com bandido merece ser visto com cautela. Então, me desgastei? Me desgastei. Mas eu tô dormindo [bem]”, afirmou.

Pouco depois, Eduardo Bolsonaro respondeu pelas redes sociais e elevou o tom contra o ex-governador mineiro.

“E em 2024 quem sabia quem era Vorcaro? E qual era a contrapartida que o Flávio poderia oferecer em 2024, além de sofrer perseguição? Que postura vagabunda, critica Flavio Bolsonaro apenas porque ele queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o partido Novo”, escreveu.

O atrito entre Zema e a família Bolsonaro começou após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Na ocasião, Zema classificou como “imperdoável” o pedido de recursos para a produção do filme. Dias depois, o ex-governador afirmou que considerava o episódio uma “página virada”.

Apesar das críticas ao senador, Zema saiu em defesa das doações feitas por Vorcaro ao Novo. Segundo ele, as contribuições ocorreram antes das suspeitas envolvendo o empresário e seguiram os limites legais.

“Essa doação aconteceu lá em 2022, num momento em que não havia nenhuma suspeita. Pelo que eu tenho conhecimento, ele doou valores muito maiores para outros partidos. Até devido o partido Novo ser pequeno, ele acabou doando só R$ 1 milhão. Deveria ter doado mais, porque é o partido mais sério do Brasil, o que mais combate a corrupção”, afirmou.

O ex-governador também declarou que as contribuições financeiras não criaram qualquer vínculo político entre o empresário e a legenda.

“Foi porque ele quis doar, porque ninguém do partido Novo nunca se comprometeu com nada por causa de doação”, disse.

Ao comentar os repasses destinados a outras siglas, Zema sugeriu que o PL pode ter recebido valores superiores.

“Agora, quanto que doou para o PL? Tenho certeza que deve ter sido muito mais. Não tenho ideia, mas deve ter sido”, completou.



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