O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de mensagens e áudios que apontam negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Em nota divulgada nesta quarta-feira (13), Sóstenes afirmou que as explicações dadas por Flávio são “claras, coerentes e objetivas” e sustentou que o caso envolve apenas a captação de recursos privados para uma produção privada.
“Não aceitaremos tentativas de transformar uma iniciativa privada em narrativa política artificial para atingir adversários”, escreveu o parlamentar nas redes sociais.
As declarações ocorreram após reportagem do The Intercept Brasil divulgar conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. Segundo a publicação, o senador teria solicitado cerca de R$ 135 milhões ao empresário para custear a produção cinematográfica.
O projeto do longa vinha sendo conduzido pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro. O filme também é alvo de apurações relacionadas a supostos repasses irregulares de emendas parlamentares.
Ainda segundo o Intercept, parte dos pagamentos teria sido operacionalizada por empresas sediadas nos Estados Unidos ligadas ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O valor total, porém, não teria sido quitado em razão da crise enfrentada pelo Banco Master e da prisão de Vorcaro.
Após a repercussão do caso, Flávio confirmou ter procurado o banqueiro em busca de financiamento para o filme, mas negou qualquer irregularidade. O senador afirmou que não houve uso de dinheiro público nem participação da Lei Rouanet no projeto.
“O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”, declarou.
Flávio também comentou a relação com Vorcaro, chamado de “irmão” em algumas mensagens reveladas pela reportagem. Segundo o senador, os dois se conheceram apenas no fim de 2024, quando, segundo ele, ainda não havia suspeitas públicas envolvendo o banqueiro.
O parlamentar afirmou ainda que não ofereceu vantagens, não intermediou negócios com o governo e não recebeu recursos pessoais do empresário.
Na nota, Sóstenes Cavalcante reforçou que a bancada do PL permanece “unida e confiante” em Flávio Bolsonaro e afirmou que o partido seguirá defendendo a “transparência” e a “lisura” da atuação do senador.