O publicitário Thiago Miranda, investigado no caso dos influenciadores do Master, disse a este site que Daniel Vorcaro também “patrocinou os filmes sobre Lula, de Oliver Stone, e sobre Michel Temer, de Bruno Barreto”. Questionado sobre os valores, ele disse não conhecer os detalhes.
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Miranda, que foi ouvido pela Polícia Federal nesta semana, confirmou à reportagem o conteúdo da matéria do site Intercept sobre o investimento feito pelo Master no filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Ele disse que as tratativas se deram com o deputado federal Mário Frias e o diretor americano Cyrus Nowrasteh.
“Flávio não se envolvia muito”, disse. Todos os aportes ocorreram antes da operação da Polícia Federal que prendeu Daniel Vorcaro e da decisão do Banco Central de liquidar o Master.
Segundo o site Intercept, o Master teria negociado o montante de US$ 24 milhões para a obra cinematográfica, mas que só repassou US$ 10,6 milhões, entre fevereiro e maio de 2025. A transação, diz a reportagem, foi viabilizada pela Entre Investimentos e Participações, com transferências para o fundo Havengate, sediado no Texas (EUA) e controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.
PATROCÍNIOS ANTERIORES
Não é a primeira vez que empresas enroladas com a Justiça patrocinam filmes de conteúdo político. No caso de Lula, é a segunda vez que isso acontece. O filme Lula, o filho do Brasil (2009), de Luiz Carlos Barreto, o Barretão, contou com apoio expressivo das empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, todas condenadas na Lava Jato, e até da Oi, que financiou a Gamecorp, empresa de Lulinha.
A reportagem tentou contato com todos os citados e o espaço permanece aberto.