O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou nesta terça-feira (21) que pretende manter ataques contra o Irã caso não haja avanço nas negociações para prorrogar o cessar-fogo previsto para expirar na noite de quarta-feira (22).
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Em entrevista à emissora CNBC, o republicano declarou que considera a ofensiva militar a “melhor postura” diante do cenário atual.
Trump também indicou que uma extensão da trégua é improvável e ressaltou a prontidão das forças armadas norte-americanas para uma eventual escalada do conflito. Paralelamente, o vice-presidente JD Vance deve viajar ao Paquistão para participar de uma nova rodada de negociações.
As tratativas, no entanto, enfrentam incertezas. Autoridades iranianas ainda avaliam se irão comparecer ao encontro em Islamabad, que busca encerrar o conflito iniciado após ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro. Uma primeira tentativa de acordo, realizada dias atrás, terminou sem avanços concretos.
Representantes de Teerã condicionam sua participação a concessões, incluindo o reconhecimento do direito de enriquecer urânio. Ao mesmo tempo, líderes iranianos têm sinalizado que responderão de forma imediata a qualquer retomada das hostilidades. Críticas também foram dirigidas a Trump, acusado de aumentar a pressão ao manter sanções e medidas de bloqueio.
No campo estratégico, o controle do Estreito de Ormuz tornou-se peça central nas negociações. O Irã mantém restrições à passagem de navios, afetando uma das principais rotas globais de petróleo e ampliando o impacto econômico da crise.
O impasse ocorre em meio a preocupações internacionais sobre o programa nuclear iraniano. Washington pressiona pelo fim do enriquecimento de urânio em níveis elevados, enquanto Teerã defende o caráter pacífico de suas atividades e busca preservar parte de sua capacidade nuclear.
O conflito já deixou milhares de mortos e provocou forte instabilidade no mercado global de energia, com reflexos diretos nos preços do petróleo e no cenário econômico internacional.