Teve início nesta terça-feira (21), em Nova York, a rodada de sabatinas com os candidatos ao cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O processo ocorre na sede da entidade e marca a etapa decisiva para a escolha de quem substituirá o atual chefe da organização, António Guterres, cujo mandato chega ao fim neste ano.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
Quatro nomes participam da disputa: a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet; o argentino Rafael Grossi, atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica; a economista da Costa Rica Rebeca Grynspan; e o ex-presidente do Senegal Macky Sall.
O Brasil formalizou apoio à candidatura de Bachelet e tem defendido que a próxima liderança da ONU seja uma mulher e represente a América Latina, sob o argumento de equilíbrio regional.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores destacou a trajetória da ex-presidente chilena, afirmando que ela possui “capacidade de facilitar o diálogo” e experiência em lidar com “processos políticos complexos”.
O Itamaraty também ressaltou o histórico da candidata em cargos internacionais e seu alinhamento com os princípios da organização.
“A postulação de Michelle Bachelet representa uma oportunidade de dotar a ONU de uma liderança com comprovada experiência, legitimidade internacional e vocação para serviço público”, diz o comunicado.
“Subscrevemos essa candidatura com a convicção de que sua liderança contribuirá para o pleno cumprimento dos propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas”, acrescenta.
Caso seja escolhida, Bachelet poderá se tornar a primeira mulher a comandar a ONU em seus mais de 80 anos de existência. Até hoje, todos os secretários-gerais foram homens — cenário que tem gerado crescente pressão por mudanças dentro da própria entidade.
O cargo de secretário-geral envolve a liderança administrativa da ONU e atuação direta em crises internacionais, incluindo mediação de conflitos e interlocução com o Conselho de Segurança em temas relacionados à paz global.