Após terem negado o pedido inicial de Donald Trump, países europeus e o Japão recuaram e afirmaram nesta tarde (19) que estão “prontos” para se unir aos “esforços” para liberar o Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã desde o começo da guerra no Oriente Médio.
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Em comunicado conjunto, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão afirmaram que também tomarão medidas para estabilizar o mercado de energia, impactado pelos ataques do Irã a infraestruturas no Golfo Pérsico.
Os preços do petróleo dispararam nesta manhã (19) após os ataques iranianos. O Brent, referência global, superou US$ 115 por barril, atingindo o maior nível em mais de uma semana.
A alta veio após a ofensiva do Irã em resposta ao ataque de Israel ao campo de gás South Pars, na noite de ontem (18), porção iraniana da maior reserva de gás natural do mundo.
“Expressamos nossa prontidão em contribuir com os esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito”, diz a nota conjunta. “Saudamos o compromisso das nações que estão se engajando”.
O comunicado é um aceno a Trump, que havia criticado aliados após eles negarem embarcações militares para escoltar navios comerciais no estreito, responsável pela rota estratégica de transporte global de petróleo. Ontem, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, chamou os países europeus de “ingratos”.
O ministro da Defesa da Alemanha chegou a afirmar que não ajudaria os EUA, alegando que “esta não é a nossa guerra”.
No entanto, o comunicado conjunto não detalha como os países irão atuar no Estreito de Ormuz. A nota ainda elogia a liberação de reservas estratégicas pelos EUA e informa que os países tomarão “outras medidas para estabilizar os mercados de energia, incluindo trabalhar com certos países produtores para aumentar a produção”.