Mais um ataque demoníaco ocorre dentro de uma escola, vitimando crianças indefesas. Esse tipo de crime era praticamente desconhecido no Brasil até a virada do século e, desde então, já foram quase 20 os atentados, com aproximadamente 40 vítimas fatais e dezenas de feridos. Fruto da ação preventiva da polícia, normalmente estimulada por denúncias anônimas, grande parte das ações planejadas é desarticulada antes do desfecho trágico.
No contexto dos debates descobri, por intermédio da advogada Steh Papaiano, um Relatório confeccionado em dezembro de 2022 para subsidiar as políticas públicas do governo Lula nesse assunto: “O extremismo de direita entre adolescentes e jovens no Brasil: ataques às escolas e alternativas para a ação governamental”. O viés ideológico do trabalho é impressionante e, possivelmente, serviu de fonte para os argumentos do comentarista da GloboNews.
No ambiente acadêmico proliferam estudos que, partindo de falsas premissas, servem de base teórica para a militância que se autodenomina “progressista”. Sem nenhum pudor, o documento afirma em sua introdução o claro alvo político:
“O primeiro objetivo deste relatório é apresentar como esses ataques violentos às escolas está relacionado com um contexto social imerso na escalada do ultraconservadorismo e extremismo de direita no país”.
Ao estigmatizar o contraponto conservador como fruto de extremismo, veda-se o debate e, sob a capa de “estudos científicos”, muitos conceitos são importados para o Brasil e inseridos nas políticas públicas de Educação. Nesse trecho do relatório o adversário conservador a ser combatido é definido:
“Esses grupos, buscam a promoção de uma agenda política moralmente regressiva, especialmente orientada a conter ou anular avanços e transformações em relação a gênero, sexo e sexualidade, além de reafirmar disposições tradicionalistas, pontos doutrinais dogmáticos e princípios religiosos “não negociáveis”.”
Fica evidente a real intenção dos autores, afeita ao ativismo político contra os que divergem de suas pautas:
“a definição deste fenômeno está pautada na concepção de que a extrema-direita fundamenta-se em perspectivas políticas que incluem a defesa de um pensamento deturpado de “lei e ordem”, da justificação do abuso da força policial como solução estrutural para “o problema de violência”, do antiparlamentarismo, do antipluralismo, da perseguição a qualquer pensamento de esquerda, do racismo, da misoginia e da xenofobia.”
O assunto é extremamente grave, envolve a vida e segurança de nossas crianças, e precisa atrair a atenção do Parlamento para a moderação desse tipo de ativismo ideológico que retornou com virulência na atual administração petista.
Live com Paulo Figueiredo, Fernão Lara Mesquita e Cel Gerson Gomes.
Um Pingo de Liberdade #09
Realizada em 06 de Abril de 2023.
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