Zema liga CPMI do Master a Alcolumbre: “Mais um intocável desmascarado”

O governador de Minas e candidato à reeleição, Romeu Zema (Novo) — Foto: Reprodução

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema afirmou hoje (12) que a recusa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em instalar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master estaria relacionada a uma suposta propina milionária atribuída ao controlador da instituição financeira.

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A declaração foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais. Segundo Zema, a negativa em pautar a comissão ocorre mesmo diante do apoio de mais de 280 parlamentares ao requerimento de criação da CPMI.

“A gente sabe o verdadeiro motivo do Alcolumbre se recusar a pautar a CPMI do Banco Master”, afirmou o ex-governador.

Na gravação, Zema citou reportagem publicada pela revista Veja que relata uma suposta delação envolvendo pagamentos atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro.

“R$ 155 milhões foram o preço do silêncio no Senado”, declarou.

O ex-governador também afirmou que Alcolumbre “teria recebido US$ 30 milhões daquele banqueiro bandido”, em referência às informações divulgadas pela publicação.

Segundo a reportagem mencionada por Zema, os recursos teriam sido depositados inicialmente em uma conta no exterior e posteriormente transferidos ao senador como contrapartida por apoio político a interesses ligados ao Banco Master. O suposto intermediário da operação teria sido Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

Ao comentar a ausência de avanço da CPMI, Zema voltou a questionar a postura da presidência do Senado.

“Agora nós sabemos o porquê”, afirmou.

Durante o vídeo, o ex-governador também fez referência a um contrato firmado entre Daniel Vorcaro e Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

“Não podemos esquecer que o preço para calar um certo ministro foi R$ 129 milhões”, declarou, sem mencionar nomes.

Ao encerrar a manifestação, Zema afirmou acreditar que novas informações ainda poderão surgir durante as investigações envolvendo o empresário.

“Com certeza tem muito, mas muito mais gente que esse bandido banqueiro precisa delatar”, disse.

Alcolumbre negou as acusações nesta quinta-feira (11), após a divulgação da reportagem. Em nota, o presidente do Senado afirmou que as informações “são absolutamente falsas, não procedem” e classificou as acusações como “irresponsáveis”.

O senador declarou ainda que “a verdade dos fatos prevalecerá”.



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