Galípolo diz que papel do BC não é agradar o mercado nem antecipar a Selic

Galípolo - Equipe de liquidação do BC já está no Master

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (25) que a instituição não deve antecipar os próximos passos da política monetária apenas para atender às expectativas do mercado. Durante a apresentação do Relatório de Política Monetária (RPM), ele defendeu que as decisões sobre a taxa Selic continuem sendo tomadas com base na evolução dos indicadores econômicos, e não em compromissos assumidos previamente.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo Galípolo, é comum que, em períodos de maior incerteza e com juros elevados, aumente a pressão para que o Banco Central ofereça sinais sobre as próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). No entanto, ele afirmou que esse tipo de orientação pode comprometer a atuação da autoridade monetária.

“É normal esse pedido por ‘guidance’, mas o Banco Central não pode se comprometer com decisões futuras porque isso depende dos dados que ainda vão chegar”, declarou.

O presidente do BC também afirmou que não cabe à instituição construir um consenso entre os agentes do mercado. Segundo ele, divergências fazem parte do ambiente econômico e qualquer decisão tende a desagradar uma parcela dos analistas.

“É importante ressaltar que a função do Banco Central não é produzir consenso entre as opiniões do mercado”, afirmou. Em outro momento, acrescentou que, em uma reunião recente, havia divisão quase equilibrada entre economistas favoráveis à redução da Selic e aqueles que defendiam sua manutenção. “Qualquer decisão que você tome, metade vai achar que está errado”, disse.

Comunicação do Copom

Galípolo reconheceu ainda que o comunicado divulgado após a última reunião do Copom gerou interpretações diferentes entre analistas. Na avaliação dele, o problema não foi a falta de informações, mas o excesso de explicações em um documento que precisa ser objetivo.

“É um caso que deixa bem claro que o tema foi de excesso de explicação e não de falta de explicação”, afirmou.

O presidente do Banco Central disse que a instituição estuda tornar os próximos comunicados mais diretos, preservando a clareza sem antecipar decisões futuras sobre a política monetária.

Inflação e juros

Galípolo reforçou que a condução da política monetária seguirá baseada nos cenários econômicos e na avaliação dos riscos para a inflação. Segundo ele, o Banco Central reage às informações disponíveis a cada reunião, sem seguir um roteiro previamente definido para a trajetória da Selic.

Na ata mais recente do Copom, o Banco Central informou que o cenário inflacionário apresentou deterioração entre as reuniões de abril e maio. Ainda assim, a autoridade monetária manteve a estratégia de conduzir a política monetária conforme a evolução dos indicadores e das expectativas para a inflação.



Fontes – Link Original

Classificado como 5 de 5

Compartilhe nas suas Redes Sociais

Facebook
Twitter
WhatsApp

Parceiros TV Florida

TV Florida USA – A sua TV Brasileira nos Estados Unidos

Registre-se

Registre-se para receber atualizações e conteúdo exclusivo para assinantes

MINUTO SAÚDE

Noticias Recentes

@2025 TV FLORIDA USA