O Ministério das Relações Exteriores divulgou um comunicado nas redes sociais, nesta quarta-feira (24), no qual critica “traidores da pátria” que atuaram para que os Estados Unidos anunciassem uma nova taxa de 25% sobre produtos brasileiros.
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Na publicação, o Itamaraty afirmou que esse grupo não conseguirá “reescrever a história” e associou o anúncio das tarifas a uma “tentativa de interferência externa na justiça brasileira”.
Segundo o ministério, o governo brasileiro acompanha o caso desde a abertura da investigação comercial pelos Estados Unidos, em 15 de julho de 2025. O comunicado informa que o Brasil apresentou duas defesas formais e participou de consultas bilaterais em Washington com uma delegação de alto nível.
“[O governo] apresentou duas defesas escritas demonstrando que as políticas brasileiras não prejudicam o comércio com os Estados Unidos e realizou reunião de consultas governamentais com os EUA, em Washington, com delegação de alto nível”, afirma o Ministério das Relações Exteriores.
A nota também faz referência à investigação conduzida pelos Estados Unidos, que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que “orenam ou restrigem” o comércio com empresas norte-americanas, citando temas como o Pix e o combate ao desmatamento ilegal.
Como resultado da investigação, o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O governo norte-americano também sugeriu uma cobrança adicional de 12,5% sob a alegação de falhas na fiscalização do trabalho forçado.
No encerramento do comunicado, o Itamaraty voltou a responsabilizar os críticos da atuação do governo e declarou: “O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros”.