A avaliação do governo do presidente Lula (PT) permaneceu estável no mais recente levantamento do Instituto Datafolha, divulgado após três anos e quatro meses de mandato. Segundo a pesquisa, 39% dos entrevistados classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 30% consideram o desempenho ótimo ou bom. Outros 29% avaliam a administração federal como regular.
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Os números mostram pouca alteração em relação à rodada anterior, realizada em abril, quando a taxa de avaliação negativa era de 40%, a positiva alcançava 29% e o índice regular também registrava 29%.
Embora tenha havido leve recuperação da percepção positiva ao longo dos últimos meses, a desaprovação segue em patamar elevado desde o início de 2025. O percentual atual permanece próximo do pico registrado em fevereiro daquele ano, quando a avaliação negativa atingiu 41%, em meio a crises políticas enfrentadas pelo governo.
O levantamento também mediu a aprovação pessoal do presidente. Quando questionados diretamente sobre o trabalho de Lula à frente do Palácio do Planalto, 51% afirmaram desaprovar sua atuação, enquanto 45% disseram aprová-la. Outros 4% não opinaram.
A pesquisa procurou ainda avaliar se o desempenho do governo correspondeu às expectativas dos eleitores. Para 59% dos entrevistados, a atual gestão entregou menos do que o esperado até aqui. Outros 23% afirmaram que o governo fez exatamente o que imaginavam, enquanto 13% avaliaram que os resultados superaram as expectativas.
Em outro indicador, 47% dos entrevistados disseram enxergar mais derrotas do que vitórias no governo federal. Já 39% avaliam que o saldo é favorável, com mais conquistas do que reveses.
Nos recortes eleitorais, a percepção varia de acordo com a preferência política. Entre os eleitores que afirmaram intenção de voto em Lula, 68% classificaram a gestão como ótima ou boa, enquanto apenas 1% a consideraram ruim ou péssima. Já entre apoiadores do senador Flávio Bolsonaro, o cenário se inverte: 75% avaliam o governo de forma negativa.
O instituto ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 12 e 13 de maio, em entrevistas presenciais realizadas em diversas regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00290/2026.