EUA oferecem recompensa por denúncias contra JBS e Marfrig

Joesley Batista na abertura de capital da JBS nos EUA

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta semana que pagará recompensas a quem fornecer informações sobre frigoríficos investigados por supostas práticas comerciais abusivas no mercado da carne bovina.

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Entre os alvos estão a JBS e a National Beef, controlada pela Marfrig nos EUA. As norte-americanas Cargill e Tyson Foods também são investigadas.

A ofensiva começou após solicitação do presidente norte-americano Donald Trump, que acusou as quatro empresas de elevar os preços da carne bovina “por meio de conluio ilícito”. Segundo o governo americano, os frigoríficos ampliaram sua participação no mercado de cerca de um terço para mais de 80% das compras de gado nos EUA entre as décadas de 1980 e 1990.

O Departamento de Justiça dos EUA informou que já revisou mais de 3 milhões de documentos e ouviu centenas de pessoas ligadas ao setor, incluindo pecuaristas e produtores rurais. A recompensa prometida poderá variar entre 15% e 30% do valor das multas aplicadas, caso ultrapassem US$ 1 milhão.

O pagamento será destinado a quem apresentar informações sobre possíveis crimes concorrenciais ou fraudes.

A JBS alega ser a maior produtora de carne bovina dos Estados Unidos. Já a National Beef ocupa a quarta posição no setor e, segundo a Marfrig, é considerada a empresa mais lucrativa do segmento no país.

Na última segunda (04), durante coletiva de imprensa, a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou que o controle estrangeiro sobre grandes processadoras de carne representa uma ameaça ao país: “Uma empresa de propriedade brasileira [JBS] detém cerca de um quarto do mercado e possui um histórico documentado de corrupção internacional e atividade ilícita”

“O que já é ruim o suficiente por si só, mas também é em detrimento dos grandes pecuaristas independentes e consumidores da América”, continuou.

Na mesma coletiva, o conselheiro de Trump, Peter Navarro, disse que o lobby da carne, representado por brasileiros, teria “ameaçado silenciosamente a Casa Branca” após o tarifaço imposto pelos EUA. Segundo ele, isso teria provocado o desvio de carne americana para a China.

Em agosto, os Estados Unidos aplicaram tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros, incluindo carne bovina. O Brasil é hoje o principal fornecedor do produto para a indústria americana.

A investigação norte-americana ocorre em meio à pior escassez de gado nos EUA em quase 75 anos. A seca prolongada elevou custos de alimentação e levou fazendeiros a reduzirem rebanhos. Além disso, o governo americano suspendeu há um ano a maior parte das importações de gado mexicano, diante do risco de disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo.

Com oferta restrita e demanda elevada, frigoríficos passaram a pagar mais pelo gado utilizado na produção de hambúrgueres e bifes, pressionando os preços ao consumidor.



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