O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta manhã (15) o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros de investigados na Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra o grupo Refit, do empresário Ricardo Magro.
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A operação também tem como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Moraes ainda ordenou a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
A PF pediu a inclusão do nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol, lista internacional de procurados.
Segundo a corporação, a investigação apura suspeitas de que a Refit utilizava sua estrutura societária e financeira “para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”.
De acordo com a Receita Federal, o grupo Refit é o maior “devedor contumaz” do país, com débitos superiores a R$ 26 bilhões junto à União e aos estados. Só em São Paulo, segundo o governo estadual, as dívidas somam R$ 9,6 bilhões.
A Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, recebeu em 2023 um incentivo fiscal concedido pelo governo Castro para ampliar operações no mercado de óleo diesel.
As investigações da PF apontam suspeitas de fraudes fiscais para evitar pagamento de impostos, além de irregularidades na produção e comercialização de combustíveis.