Após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus, a Polícia Federal (PF) pediu há pouco a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, de Raphael Sousa Oliveira, dono da Choquei, e de outros investigados por participação em esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
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O grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, “laranjas”, criptomoedas e remessas ao exterior.
Mais cedo, o ministro do STJ Messod Azulay Neto determinou a soltura de Ryan, preso temporariamente na semana passada na Operação Narco Fluxo. No entanto, o magistrado estendeu o alcance do HC a outros investigados.
Ao conceder o habeas corpus, Neto apontou “flagrante ilegalidade” na decisão judicial que fixou prisão temporária de 30 dias. Segundo ele, a própria PF havia solicitado prazo de apenas 5 dias, já expirado.
Agora, a PF afirmou que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos no esquema criminoso. Também apontou risco de continuidade das atividades ilícitas e possibilidade de interferência nas investigações, com destruição de provas ou alinhamento de versões entre os investigados.
De acordo com a PF, a organização criminosa supostamente liderada por MC Ryan SP utilizava um mecanismo chamado “escudo de conformidade”, com artistas e influenciadores para dar aparência de legalidade a transações milionárias.