O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou a aliados que a sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) deve ocorrer no próximo dia 29 de abril. A previsão foi feita após o envio formal da indicação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa que dá início à tramitação no Senado.
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A definição da data foi alinhada com o presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), em um movimento que encerra semanas de impasse nos bastidores. A leitura do nome na comissão abre caminho para a sabatina e, na sequência, para a votação em plenário.
O avanço ocorre após intensificação das articulações políticas em favor do indicado. Integrantes da base governista, como Jaques Wagner (PT-BA), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Eliziane Gama (PSD-MA), atuaram diretamente junto a Alcolumbre para viabilizar o andamento da indicação.
Como parte dessa estratégia, Messias participou de um encontro com senadores em Brasília, em agenda informal voltada a medir o ambiente político na Casa. O evento reuniu dezenas de parlamentares e contou também com a presença do ministro do STF Cristiano Zanin, interpretada como sinal de apoio institucional ao indicado.
Nos bastidores, a expectativa é de que o relator da indicação, Weverton (PDT-MA), apresente parecer favorável, o que deve facilitar a aprovação na CCJ. Para avançar, Messias precisa do apoio da maioria simples do colegiado antes de seguir para análise do plenário.
A movimentação ocorre em meio a uma reconfiguração da pauta do Senado, que nos últimos dias acelerou a análise de indicações que estavam paradas, incluindo nomes para o corpo diplomático e para conselhos do sistema de Justiça.
Durante a sabatina, senadores devem concentrar questionamentos na atuação de Messias à frente da Advocacia-Geral da União e em sua relação com o governo do presidente Lula (PT). Temas sensíveis, como investigações envolvendo instituições financeiras, também podem entrar no debate.