O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou hoje (22) que a atual taxa de juros compromete a competitividade da economia brasileira e dificulta a atividade produtiva no país.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp
“Todos nós sabemos que quando a taxa de juros é alta demais é impossível as pessoas continuarem na atividade. Também não tem como ser competitivo em relação a isso”, declarou.
Durante participação no evento “A indústria na agenda dos presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, Caiado também criticou o chamado custo Brasil.
Segundo ele, o “custo Brasil”, ou o “custo PT”, tem levado o setor produtivo “ao grau de estrangulamento”.
Reformas e responsabilidade fiscal
Ao apresentar propostas para um eventual governo, Caiado afirmou que pretende encaminhar ao Congresso Nacional um conjunto de reformas estruturais logo no início do mandato.
“Estarão prontas todas em 5 de janeiro para que a gente possa, a partir daí, poder discutir um país”, afirmou.
O ex-governador ressaltou que não existe “varinha mágica” para resolver os problemas nacionais, mas defendeu a adoção de medidas voltadas à modernização da economia e do Estado.
Ele também declarou apoio à implementação de políticas plurianuais para os setores da indústria, mineração, agropecuária e tecnologia.
Disputa eleitoral e autoridade moral
Durante o evento, Caiado afirmou que a eleição presidencial de 2026 será marcada pela avaliação da conduta dos candidatos.
Segundo ele, nenhum presidenciável deve recorrer à “presunção de inocência” como argumento para governar e candidatos que tenham sua conduta questionada devem responder aos fatos perante a população.
Na avaliação do pré-candidato, o principal critério para a escolha dos eleitores será a “autoridade moral” dos concorrentes.
“Ninguém governa instigando a briga e o desencontro”, declarou.
A fala ocorreu após a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato ao Palácio do Planalto, no mesmo encontro.
Meio ambiente e riquezas naturais
Caiado também defendeu a adoção de políticas ambientais associadas ao desenvolvimento econômico.
“Essa noção de responsabilidade ambiental, nós temos e sabemos aplicá-la. E para isso, é preciso que o governo tenha, ao mesmo tempo, coragem de poder implantá-la e priorizá-la como política de governo”, afirmou.
O ex-governador prometeu incentivar a recuperação de mananciais e nascentes e destacou o potencial brasileiro na exploração sustentável de recursos naturais.
“Nem um outro país compete conosco em riquezas naturais. Somos hoje o subsolo mais poderoso do mundo”, disse.
O evento reuniu empresários e pré-candidatos à Presidência para discutir propostas voltadas ao desenvolvimento econômico. Além de Caiado, participaram Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Romeu Zema (Novo).
Ao final do encontro, a CNI entregou aos presidenciáveis um documento com propostas do setor industrial, incluindo contenção de gastos públicos, flexibilização orçamentária e revisão de programas sociais e benefícios assistenciais.