Netanyahu defende negociações com Líbano “o mais rápido possível”

primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (9) que pretende iniciar negociações diretas de paz com o Líbano “o mais rápido possível”, segundo informações divulgadas pela agência Reuters.

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De acordo com a declaração, as conversas devem incluir como ponto central o desarmamento do Hezbollah e a tentativa de estabelecer relações estáveis entre os dois países. “As negociações se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano”, disse Netanyahu, conforme a Reuters.

A sinalização ocorre em meio à escalada militar na região. Na quarta-feira (8), Israel lançou o que autoridades classificaram como a maior ofensiva contra o território libanês desde o início recente do conflito. Segundo o governo libanês, os ataques deixaram ao menos 254 mortos e 890 feridos.

O Exército israelense reconheceu ter atingido áreas densamente povoadas, alegando que integrantes do Hezbollah estariam entre civis. Também afirmou ter emitido alertas prévios para evacuação das regiões atacadas.

No campo diplomático, há divergências. Um parlamentar do Hezbollah rejeitou qualquer possibilidade de diálogo direto com Israel, conforme noticiado pela agência AFP, indicando resistência interna no Líbano às tratativas.

Ainda segundo a Reuters, autoridades libanesas têm defendido nas últimas 24 horas a adoção de um cessar-fogo temporário como condição para negociações mais amplas. A proposta incluiria mediação dos Estados Unidos, considerados peça-chave para viabilizar um acordo.

Informações do site Axios indicam que um primeiro encontro entre representantes dos dois países pode ocorrer em Washington, possivelmente já na próxima semana, no Departamento de Estado americano.

O cenário, porém, é marcado por impasses. A inclusão do Líbano nas negociações de cessar-fogo tem sido alvo de controvérsia. Enquanto Irã e Paquistão defendem que o país integra o acordo recente, Israel e Estados Unidos sustentam que o território libanês não faz parte da trégua.

Em entrevista à emissora pública PBS, o ex-presidente Donald Trump afirmou que o Líbano não está incluído no cessar-fogo, atribuindo a exclusão à atuação do Hezbollah.

Já a CNN Internacional reportou, com base em declarações da Casa Branca, que não houve objeção americana à continuidade das ações militares israelenses no território libanês.



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