A arrecadação do governo Lula (PT) com o IOF chegou a R$ 16,8 bilhões no 1º bimestre de 2026, alta de 41,8% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados pela Receita Federal na manhã desta terça-feira (24).
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O aumento ocorreu após o Decreto 12.499/25 elevar alíquotas e ampliar a base de incidência do tributo. “O resultado importa porque reforça o caixa da União em um ambiente de desaceleração de tributos ligados ao comércio exterior e ajuda a sustentar o nível recorde da arrecadação para meses de janeiro na série iniciada em 1995”, explicou a Receita.
Em fevereiro, a arrecadação com o IOF somou R$ 8,7 bi, crescimento real de 35,7% sobre o mesmo mês do ano passado. O imposto incide sobre crédito, câmbio, seguros e investimentos de curto prazo.
O resultado contribuiu para a arrecadação federal total de fevereiro, que alcançou R$ 222,1 bilhões, recorde histórico para o mês desde 1995, com alta real de 5,68% em relação a fevereiro de 2025.
Nos 2 primeiros meses do ano, a arrecadação somou R$ 547,9 bilhões em valores nominais. Corrigido pela inflação, o total chega a R$ 550,2 bilhões, alta real de 4,41% e também recorde histórico para o bimestre.
O crescimento reflete a expansão da economia e aumentos de tributos recentes, incluindo reoneração da folha, taxação de apostas, IOF e impostos sobre importações, além de mudanças na tributação de fundos exclusivos e offshores.
O governo petista aposta na alta da arrecadação para cumprir a meta fiscal de 2026: superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões.