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A operação “Sem Desconto”, que prendeu nesta sexta-feira o chamado “careca do INSS”, acendeu um alerta em Brasília e deixou o entorno do presidente Lula em estado de apreensão. O que mais preocupa a classe política é que a relatoria do caso caiu nas mãos do ministro do STF André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro e considerado imune a pressões e lobbies da esquerda. Pelo contrário, Mendonça já sinalizou que deve endurecer a condução do processo justamente por não ter vínculos com o espectro lulista.
A postura firme do ministro ficou clara ao autorizar busca e apreensão em endereços ligados ao advogado Nelson Wilians e ao um ex-sócio. A decisão foi interpretada como um recado direto de que não haverá tolerância com manobras jurídicas para blindar investigados de alto escalão.
O maior temor nos bastidores do Planalto, no entanto, é que alguns dos presos ou investigados optem por delação premiada. Fontes próximas ao inquérito avaliam que isso poderia atingir diretamente o irmão do presidente, Frei Chico, além de revelar eventuais conexões entre os desvios apurados e sindicatos historicamente ligados ao governo petista. A possibilidade de que tais informações venham à tona torna o cenário ainda mais delicado para Lula e sua base política.
Por Júnior Melo

