A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta segunda-feira (28) que a economia da Argentina apresenta sinais de fortalecimento desde o início do governo do presidente Javier Milei. As declarações foram dadas durante visita oficial a Buenos Aires.
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Ao lado do ministro da Economia argentino, Luis Caputo, Georgieva elogiou o programa de ajuste fiscal e as reformas implementadas pela gestão Milei. Segundo ela, o cenário econômico é hoje mais sólido do que o observado nos últimos anos.
“A Argentina está em uma posição muito mais forte, e isso é resultado do trabalho árduo do governo e da perseverança e sacrifício do povo argentino”, afirmou.
A chefe do FMI também destacou que o país recuperou a confiança dos mercados e avaliou que não há necessidade de novos desembolsos da instituição antes das eleições presidenciais de 2027.
“O que temos hoje é um cenário muito mais saudável. A confiança do mercado retornou”, declarou. Em seguida, acrescentou que “não há necessidade de apoio financeiro adicional” neste momento.
Durante a coletiva, Georgieva afirmou ainda que a queda da inflação tem contribuído para a redução da pobreza e para a melhora das perspectivas de investimento.
“Quando a inflação é baixa, a inflação deixa de ser uma pressão para todos, especialmente para os mais pobres. Isso leva à redução dos níveis de pobreza. Vemos a pobreza cair de 50% para 20% hoje. Vemos boas projeções de investimento e isso se traduz no dinamismo da economia argentina”, disse.
A dirigente citou ainda o aumento dos investimentos nos setores de petróleo, gás, mineração e agronegócio, além do Regime de Incentivo para Grandes Investimentos (RIGI), apontado pelo governo argentino como um dos motores para novos aportes privados.
As declarações de Georgieva foram feitas um dia após o ministro interino da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, afirmar, em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, que a economia brasileira apresenta desempenho superior ao da Argentina e classificar o presidente Javier Milei como um “palhaço”.
A visita da diretora-gerente do FMI ocorre em um momento de melhora de indicadores econômicos argentinos. Nos últimos meses, a inflação desacelerou, as reservas internacionais aumentaram e agências de classificação de risco elevaram a nota de crédito soberano do país. A Argentina segue como o maior devedor do Fundo Monetário Internacional, com cerca de US$ 58 bilhões em empréstimos pendentes, e iniciará o pagamento do principal dessa dívida a partir de 2027.