Brasil convidado Trump para encontro contra extrema esquerda

A taxação entrou em vigor em agosto de 2025 e foi detalhada por representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, durante uma coletiva em Washington, ao lado do secretário do Tesouro, Scott Bessent.

O Brasil foi convidado pelo governo dos Estados Unidos para participar de um encontro internacional sobre o que a administração de Donald Trump classifica como o “ressurgimento da extrema esquerda” e do “terrorismo político”. O evento está previsto para ocorrer em 16 de julho, em Washington, e deve reunir representantes de mais de 60 países.

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O convite foi enviado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a autoridades de diferentes regiões, incluindo países do continente americano, Europa e Ásia.

Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que a reunião terá como foco o combate ao que chama de “ressurgimento do terrorismo transnacional de esquerda”. Segundo a pasta, o objetivo é ampliar a cooperação entre os países diante de uma ameaça que considera ter conexões internacionais.

Ao jornal The Washington Post, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou que o encontro foi organizado porque o terrorismo de extrema esquerda seria “uma antiga ameaça que está ressurgindo com fortes vínculos transnacionais e novas convergências”.

“Como essa ameaça não foi adequadamente enfrentada no passado, cada iniciativa de engajamento, designação ou programa de assistência à segurança gera um efeito cumulativo que fortalece as medidas de combate, tanto no país quanto no exterior”, declarou.

A iniciativa ocorre em meio a um período de tensão diplomática entre Brasília e Washington. Nesta semana, Rubio criticou uma declaração do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, sobre a possibilidade de uso de força militar dos Estados Unidos em território brasileiro.

A fala do chanceler brasileiro ocorreu após o governo norte-americano classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Em resposta a um requerimento enviado pelo deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), Vieira afirmou existir uma “possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro”, caso Washington adotasse medidas contra grupos criminosos no país.

O governo Trump também tem adotado medidas contra movimentos associados à esquerda radical nos Estados Unidos. Em 2025, o presidente norte-americano assinou uma ordem executiva classificando o movimento Antifa como organização terrorista.



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