Quem é Thiago Miranda, alvo da PF por ligação com Daniel Vorcaro

Thiago Miranda atuava como recrutador de influenciadores em esquema ligado ao Master, diz PF

Thiago Miranda, alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero realizada nesta quinta-feira (9) pela Polícia Federal (PF), é publicitário e ex-sócio de Léo Dias. Ele tem ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e foi apontado como um importante elemento da investigação do caso do Banco Master. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado.

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Miranda atua nos bastidores da comunicação e é especialista em gerenciamento de crises. Ele era sócio de Léo Dias na agência de relações públicas MiThi, com mais de 15 anos de atuação no mercado. Há dois dias foi anunciado o fim da parceria.

“Esse ciclo se encerra de forma muito positiva. Vendi minha participação na empresa com a certeza de que contribuí para construir algo sólido e de grande relevância. Levo comigo os aprendizados, as amizades, as conquistas e a convicção de que empreender é, acima de tudo, transformar ideias em impacto. Sigo dedicado a novos projetos, novos desafios e novas oportunidades de construir, inovar e gerar valor”, escreveu Miranda no Instagram.

A PF investiga uma possível atuação coordenada nas redes sociais para comprometer a credibilidade do Banco Central. Além disso, a corporação apura uma suposta intimidação de jornalistas, monitoramento de pessoas ligadas a autoridades e à obtenção indevida de informações sigilosas.

“Os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, embaraço à investigação de organização criminosa, além de outros delitos correlatos, incluindo possíveis violações de dados e de dispositivos informáticos”, diz o documento da PF.

Thiago Miranda negou em depoimento à PF ter contratado influencers para atacar autoridades ou órgãos de Estado e afirmou que o trabalho era para a “reconstrução reputacional da imagem” de Daniel Vorcaro.

A corporação afirma que influenciadores digitais foram contratados por até R$ 2 milhões para falar bem de Vorcaro e atacar jornalistas que escreveram sobre o caso do Banco Master. O CEO do Itaú, Milton Maluhy, teria sido um dos alvos do esquema, segundo mensagens interceptadas pela PF. 



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