Michel Temer enviou aos presidenciáveis a proposta “Estrada para o Futuro”: uma medida imediata de nos primeiros 10 dias do próximo mandato o eleito convoque os outros Poderes, entidades da sociedade civil e oposição para um pacto nacional, como informa o Estadão. O texto faz referência ao “Ponte para o Futuro”, texto que deu amparo à política econômica do seu mandato.
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Segundo Temer, o Brasil precisa urgentemente superar o personalismo eleitoral e que “o eleitorado está esperando projetos para o país e não disputa de nomes”.
O ex-presidente aponta que a radicalização passou a se consolidar no discurso de “nós contra eles” por parte do presidente Lula (PT), mas avançou copiada por Jair Bolsonaro. Temer ainda observou ter absoluto desprezo por rótulos como direita, esquerda e centro, pois a população busca por resultados práticos.
“De maneira eleitoreira, joga-se empregado contra empregador, pobre contra rico, homem contra mulher. Não pode. São forcas produtivas que você tem que harmonizar. É preciso divergir nas ideias, e não no plano dos setores ou no pessoal. E isso está vindo pelo exemplo de cima”, diz um trecho do documento.
No texto, Temer afirma que a chave para pacificar o Estado está no cumprimento rigoroso da Constituição, que organiza as condutas e exige liturgia. O ex-presidente destaca que o texto não proíbe o embate de ideias, fundamentais na democracia, mas veda a agressividade e falta de solenidade.