Keiko Fujimori é eleita a nova presidente do Peru, como confirmou, nesta sexta-feira (3), o Jurado Nacional Eleitoral (JNE) durante a cerimônia de proclamação. A candidata da direita peruana obteve 9.223.396 dos votos, 50,135%, enquanto Roberto Sánchez, de esquerda, alcançou 9.173.755 votos, ou 49,865%.
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A votação ocorreu no dia 7 de junho e a apuração demonstrou a forte polarização no país, com uma diferença de apenas 49.641 votos entre os candidatos.
O órgão eleitoral considerou improcedente um pedido do partido Juntos por el Perú, de Sánchez, para impugnar as urnas no exterior. O candidato afirmou que vai à Corte Internacional de Direitos Humanos para pedir que os votos sejam desconsiderados. Ele teria a maioria caso fossem contabilizados somente os votos dados em território peruano.
Keiko prometeu unir o país em discurso na semana passada, quando atingiu vantagem irreversível, ainda assim, não declarou vitória. “Estamos cientes de que o Peru está dividido, de que está praticamente partido ao meio.”
O presidente Lula parabenizou Keiko pela vitória e desejou “êxito na condução de seu mandato e na importante tarefa de agregar o povo peruano em torno de um projeto comum de desenvolvimento”.
“O Peru é um país irmão, com o qual o Brasil compartilha extensa fronteira e profundos laços humanos. Estamos prontos para avançar numa agenda bilateral ambiciosa, focada na ampliação do comércio e dos investimentos, na integração da infraestrutura logística e digital, na superação da fome e da pobreza, na proteção da Amazônia e no combate ao crime organizado transnacional. Conte com o Brasil para construirmos juntos uma América do Sul mais próspera, integrada, democrática e soberana”, escreveu ele no X (antigo Twitter).
Keiko sucede José María Balcázar Zelada, de esquerda, que assumiu a Presidência de forma interina há quatro meses, no lugar de José Jeri, outro que foi presidente por quatro meses e acabou destituído pelo Congresso após ser revelado que ele participou de reuniões não divulgadas com empresários chineses. Dina Boluarte, a antecessora, foi destituída por escândalos de corrupção.
O ex-presidente Pedro Castillo foi preso após dissolver o Congresso e declarar estado de exceção, numa manobra para escapar do processo de impeachment. Nos últimos oito anos, o Peru teve oito presidentes.