A maioria dos brasileiros continua convivendo com dívidas, segundo levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (10). De acordo com a pesquisa, 69% dos entrevistados afirmam possuir algum tipo de pendência financeira, enquanto 30% dizem estar livres de débitos.
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Entre os que relatam dificuldades financeiras, 46% afirmam ter poucas dívidas e 23% dizem enfrentar um nível elevado de endividamento. O estudo mostra ainda uma leve melhora em relação ao levantamento anterior: o percentual de pessoas que declaram ter muitas dívidas caiu de 28% para 23%, enquanto a parcela dos que afirmam não dever nada subiu de 27% para 30%.
Os dados também indicam que o endividamento é mais frequente entre as famílias de menor renda. Entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos, 73% possuem dívidas. Já na faixa de renda superior a cinco salários mínimos, o índice cai para 63%.
A pesquisa avaliou ainda os impactos do Desenrola 2.0, programa federal de renegociação de débitos lançado em maio. Segundo o levantamento, apenas 10% dos entrevistados afirmaram ter sido beneficiados diretamente pela iniciativa, enquanto 88% disseram não ter percebido qualquer efeito em sua situação financeira.
Apesar disso, a percepção sobre o programa é predominantemente favorável. Metade dos entrevistados considera a medida positiva, enquanto 20% avaliam que ela ajuda parcialmente os orçamentos familiares. Outros 25% classificaram a iniciativa como uma má ideia.
O estudo também aponta aumento no nível de conhecimento sobre o programa. Em um mês, o percentual de brasileiros que afirmam ter ouvido falar do Desenrola 2.0 passou de 57% para 61%. Já a parcela que desconhece a iniciativa recuou de 43% para 39%.
Além do cenário de endividamento, a pesquisa registrou uma percepção negativa da economia entre os entrevistados. A maioria afirmou que seu poder de compra diminuiu nos últimos 12 meses e avaliou que a situação econômica do país piorou no mesmo período.
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.