Durante reunião ministerial nesta manhã (3), no Palácio do Planalto, o Lula orientou integrantes do governo a reforçarem publicamente a linha de ataque contra adversários políticos que, segundo ele, estariam agindo contra o Brasil por interesse eleitoral.
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Lula afirmou que os ministros deveriam repetir a acusação em tom firme.
“E aí vocês, ministros, não pode deixar de dizer isso, de dizer isso. tem que dizer isso em alto e bom som: ‘Estão tentando trair o Brasil com interesses mesquinhos, com interesses rasteiros de uma disputa eleitoral.’”
Na sequência, o presidente afirmou que não há espaço para valor político a quem, em sua visão, atua contra o país.
“E não há disputa eleitoral em qualquer país do mundo que possa dar valor a alguém que trai a pátria, alguém que é capaz de vender o seu país por interesses mesquinhos deles.”
Ao tratar do encontro, Lula disse que a reunião serviu para alinhar o discurso do governo.
“Então, essa reunião aqui é uma arrumação de discurso pra todo mundo.”
O presidente também afirmou que o governo não recuará diante das críticas.
“Ninguém tem que ter medo de nada, porque a gente não vai baixar a cabeça, a gente vai continuar fazendo aquilo que nós sabemos fazer, vamos continuar conversando com todo mundo.”
A reunião ocorreu em meio a divulgação do relatório do USTR, que apontou práticas comerciais brasileiras passíveis de sanções e propôs novas tarifas sobre exportações nacionais. O governo Lula tenta atribuir parte desse movimento à articulação política de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus filhos (Eduardo e Flávio Bolsonaro) junto à administração Trump.
Enquanto a oposição sustenta que as medidas são consequência da política externa e das decisões adotadas pelo atual governo, Flávio chegou a negar qualquer articulação com governo americano.
Lula ainda voltou a defender sua presença em eventos internacionais e disse que pretende participar de reuniões multilaterais.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. Porque é preciso, é preciso alguém.”
Na mesma fala, o petista disse que o Brasil defende mudanças na estrutura de organismos internacionais, especialmente no Conselho de Segurança da ONU.
“Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é fortalecendo a ONU.”
Lula afirmou que a atual composição geopolítica já não corresponde à de 1945.
“E a geopolítica de 1945 não é a mesma de 2026.”
O presidente também defendeu a ampliação do grupo de membros permanentes do Conselho de Segurança e citou o G4, formado por Brasil, Alemanha, Japão e Índia.
“Nós temos o G4, que é Brasil, Alemanha, Japão e Índia. Nós queremos que entre um país como o México, outro país da América Latina, nós queremos que entre país africano.”