Mendonça quer blindar PF de pressão política nos casos Master e INSS

Ministro André Mendonça. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro André Mendonça passou a monitorar mais de perto os inquéritos da Polícia Federal sobre o Banco Master e as fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS. As informações são da CNN.

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Relator dos dois casos no Supremo Tribunal Federal, Mendonça demonstrou preocupação com possíveis interferências políticas dentro da PF e com vazamentos seletivos de informações em meio ao cenário pré-eleitoral.

Nos bastidores do STF, a avaliação é de que os dois casos possuem potencial de impacto direto na disputa presidencial por envolverem autoridades e figuras políticas de diferentes grupos.

O gabinete de Mendonça também vê risco de uso político das investigações durante a campanha de 2026. O ministro ocupa atualmente a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nos próximos dias, Mendonça deve abrir um procedimento para apurar a troca na coordenação da investigação sobre fraudes no INSS, caso em que Fábio Luís Lula da Silva é citado.

A Polícia Federal retirou o caso da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e transferiu a apuração para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores.

A mudança provocou a saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação das investigações.

Segundo relatos ligados ao gabinete do ministro, Mendonça considerou insuficiente a explicação apresentada pela PF para a substituição.

O ministro teria sido informado da troca não pela corporação, mas por um advogado de um dos investigados durante audiência relacionada ao caso.

A partir disso, Mendonça passou a discutir mecanismos para restringir o compartilhamento interno de informações nas investigações.

A estratégia envolve ampliar a compartimentação dos dados sensíveis para limitar o acesso apenas a investigadores diretamente envolvidos nas diligências.

Segundo interlocutores do STF, o objetivo é evitar vazamentos e reduzir riscos de pressão política sobre os responsáveis pelos inquéritos.

Esse modelo já vinha sendo adotado no caso Banco Master, que também tramita sob relatoria de Mendonça.

A crise envolvendo o Banco Master ganhou dimensão política após as investigações atingirem autoridades públicas, operadores financeiros e integrantes de diferentes grupos partidários.

O caso se agravou depois da divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nos bastidores da PF e do STF, cresce a avaliação de que as investigações do Banco Master e do INSS podem gerar novos desdobramentos políticos e jurídicos nas próximas semanas.



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