Os diretórios estaduais do Partido Novo no Paraná e em Santa Catarina divulgaram notas críticas à reação do ex-governador Romeu Zema (Novo-MG) sobre o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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As duas seções estaduais classificaram a divulgação do vídeo de Zema como “precipitada” e afirmaram que o posicionamento ocorreu sem alinhamento prévio com a legenda.
A reação ocorreu após o The Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios que mostram Flávio cobrando Vorcaro por pagamentos em atraso relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo a reportagem, o projeto teria orçamento previsto de R$ 134 milhões, dividido em 14 parcelas. O material divulgado também aponta que ao menos US$ 10,6 milhões — cerca de R$ 61 milhões — já teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025.
Após a divulgação do conteúdo, Zema publicou vídeo criticando o episódio e afirmou:
“Flávio, ouvir você cobrando o dinheiro do Vorcaro é imperdoável”. Em outra declaração, classificou o caso como “um tapa na cara do Brasil”.
No Paraná, o diretório do Novo afirmou que a divulgação do vídeo “gerou ruídos desnecessários em alianças já estabelecidas” e disse que manifestações públicas dessa natureza deveriam passar por alinhamento interno antes da divulgação. A legenda também reforçou que a aliança com o PL no estado “permanece sólida”.
Em Santa Catarina, o partido adotou tom semelhante e afirmou que o vídeo foi divulgado “de maneira precipitada e desnecessária”. A nota também reforçou a manutenção da aliança local entre o governador Jorginho Mello (PL-SC) e o prefeito Adriano Silva (Novo).
A repercussão provocou reações entre aliados de Flávio Bolsonaro. Mais cedo, a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) afirmou que há um “clima” dentro do Partido Liberal para rever alianças com o Novo.
Anteriormente, nomes como o do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro e líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), já haviam criticado Zema nas redes sociais e o chamado de “oportunista”.