O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirmou nesta quinta-feira (28) que integrantes do Senado articulam nos bastidores para adiar a votação da PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho semanal. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar pediu mobilização popular para pressionar os senadores a pautarem e aprovarem a proposta antes das eleições.
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Segundo Cleitinho, alguns parlamentares teriam solicitado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que a análise da matéria fique para depois do pleito de 2026.
“Já tem gente jogando contra”, declarou o senador ao comentar a tramitação da proposta na Casa.
O parlamentar convocou trabalhadores e apoiadores da medida a compartilharem manifestações nas redes sociais e cobrarem posicionamento dos senadores favoráveis ao texto. Cleitinho afirmou que a pressão popular será decisiva para evitar o adiamento da PEC.
Durante o vídeo, o senador também criticou a resistência enfrentada pela proposta dentro do Congresso Nacional. Segundo ele, projetos que beneficiam diretamente a população costumam enfrentar mais conflitos entre parlamentares do que matérias ligadas a interesses da classe política.
“Quando é para ajudar o povo, começa briga. Mas quando é para aumentar privilégio ou fundo eleitoral, ninguém discute”, afirmou.
A proposta que altera a jornada de trabalho foi aprovada pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (27) e agora seguirá para análise do Senado. O texto prevê a redução gradual da carga semanal de 44 para 40 horas e estabelece a substituição da escala 6×1 pelo modelo de cinco dias de trabalho para dois de descanso, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
Pela proposta aprovada pelos deputados, a jornada semanal cairá inicialmente para 42 horas após a promulgação da PEC. Em um prazo de 14 meses, o limite será reduzido para 40 horas semanais.
Nos bastidores, representantes do setor empresarial também atuam para frear o avanço da proposta. Empresários ligados à indústria se reuniram nos últimos dias com Alcolumbre para discutir possíveis impactos econômicos da mudança, especialmente sobre custos trabalhistas e produtividade.