Lideranças evangélicas intensificaram a mobilização em apoio à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto partidos de oposição organizam resistência à aprovação no Senado. Alguns deputados apoiaram Messias abertamente para o O Globo.
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O apóstolo Estevam Hernandes declarou apoio ao nome indicado pelo Lula.
“Jorge Messias é uma pessoa que defende todos os nossos valores e eu acredito que atenderá a todas as expectativas de que será um excelente magistrado”, disse.
“Messias tem os valores da Bíblia, a palavra e tem a prática da fé”, afirmou.
O pastor César Augusto também manifestou apoio.
“É um direito do presidente Lula indicá-lo”, disse. “Messias tem posições de esquerda, das quais discordo. Mas a semente do evangelho está no coração dele, e tem meu apoio, com certeza”.
A mobilização inclui o ministro André Mendonça e lideranças como Samuel Ferreira e William Douglas.
Segundo relatos, o bispo Samuel Ferreira atua na articulação junto a senadores para viabilizar a indicação.
A estratégia inclui apoio de lideranças religiosas com trânsito político e aproximação com parlamentares. Messias, que é ligado à Igreja Batista, busca ampliar respaldo no segmento evangélico.
Paralelamente, a indicação enfrenta resistência no Senado. Partido Liberal e Partido Novo anunciaram posição contrária e formalizaram fechamento de questão contra o nome.
Em nota, os partidos afirmaram que o momento não é adequado para a indicação e apontaram preocupação com a independência do STF e com a relação entre Judiciário e política.
Os partidos também defenderam a derrubada de veto presidencial relacionado à dosimetria de penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, vinculando o tema ao debate institucional.
A sabatina de Messias está prevista para 29 de abril. Para ser aprovado, o indicado precisa de maioria no Senado.
Nos bastidores, há divergências sobre o placar. Estimativas apontam números distintos de votos favoráveis e contrários, além de parcela significativa de senadores ainda indefinidos.
Relatos indicam a existência de parlamentares evangélicos que não declaram posição publicamente, mas que podem apoiar a indicação.
O processo ocorre sob voto secreto, o que impede a confirmação prévia do posicionamento individual dos senadores.
A movimentação em torno do nome envolve articulação política, apoio de lideranças religiosas e disputa por votos no Senado.