A Polícia Federal (PF) analisa ordens de pagamentos e citações a transações financeiras encontradas em mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Fabiano Zettel, seu cunhado, que envolvem menções a políticos. A informação é da Folha de S. Paulo.
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A intenção da corporação, de acordo com o jornal, “é verificar se há algum indício de irregularidade nesses repasses que possam justificar coletas de mais provas e, eventualmente, gerar novas fases da Operação Compliance Zero”.
As citações nas mensagens e os dados de quebras de sigilo devem se juntar a outros elementos que permitirão o avanço das investigações do caso Master, como eventuais delações premiadas de investigados, inclusive do próprio Vorcaro, que assinou ontem (19) termo de confidencialidade para avançar na colaboração.
Zettel é apontado como o principal operador financeiro do ex-banqueiro e a análise da rede financeira ligada a ele é vista na PF como “peça central” para a abertura de novos flancos nas investigações do banco de Vorcaro.
A partir de um cruzamento entre o diálogo dele e de Vorcaro e das movimentações financeiras obtidas nas quebras de sigilo, a PF tenta identificar se, de fato, esses pagamentos ocorreram. Se sim, irão avaliar se eles são legítimos ou se há indícios de irregularidades.
A Polícia Federal tenta descobrir, por exemplo, se algum desses pagamentos foi feito ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), cujo nome aparece em trocas de mensagens.
Também há suspeitas por membros da PF de crimes financeiros em fundos de Zettel ligados ao resort Tayayá, do qual uma empresa da família do ministro do STF Dias Toffoli foi sócia. A empresa vendeu uma parte de suas cotas no resort ao fundo Arleen, ligado à teia fraudulenta do Master.
Em fevereiro, ao deixar a relatoria do caso, Toffoli disse em nota que “jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.