O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou para o dia 26 de março o julgamento que vai decidir sobre a validação da federação formada por União Brasil e Progressistas. A decisão é considerada essencial para que a aliança possa valer já nas eleições de 2026.
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Para isso, o registro precisa ser aprovado até 4 de abril. O caso está sob relatoria da ministra Estela Aranha.
Se for validada, a federação tende a se tornar a maior força partidária do país em número de representantes. As siglas projetam uma bancada superior a 100 deputados federais, presença relevante no Senado e ampla base municipal, com mais de mil prefeitos.
A aliança também deve concentrar uma fatia expressiva do fundo eleitoral, com estimativa próxima de R$ 900 milhões para financiamento de campanhas.
Antes da análise, o Ministério Público Eleitoral emitiu parecer favorável à formalização da federação. O vice-procurador Alexandre Espinosa avaliou que os requisitos legais foram atendidos, mas apontou necessidade de ajustes no estatuto.
Entre as ressalvas, estão regras que poderiam permitir recondução ilimitada de dirigentes e a possibilidade de intervenção da direção nacional em instâncias locais sem garantia de ampla defesa, pontos que podem contrariar entendimentos do TSE e do Supremo Tribunal Federal.
O parecer também descartou questionamentos do Unidade Popular sobre a identidade visual da federação. Após mudanças no nome e na marca, a própria legenda reconheceu que o recurso perdeu o objeto.
A decisão do tribunal deve influenciar diretamente a configuração política para o próximo ciclo eleitoral, com impacto no equilíbrio de forças entre os partidos.