O setor público consolidado do Brasil registrou déficit primário de R$ 80,7 bilhões em março, enquanto a dívida bruta avançou para 80,1% do PIB. Os dados constam no Boletim de Estatísticas Fiscais, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta manhã (30).
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O resultado fiscal piora na comparação com março do ano passado, quando houve superávit de R$ 3,6 bilhões. Já a dívida bruta subiu 0,9 ponto percentual no mês e atingiu R$ 10,4 trilhões, equivalente a 80,1% do PIB.
Ontem (29), o Tesouro Nacional informou que as contas do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central (BC) e Previdência Social) fecharam março com déficit primário de R$ 73,7 bilhões em 2026.
O governo central e as estatais registraram déficits de R$ 74,8 bilhões e R$ 500 milhões, respectivamente. Já os governos regionais tiveram superávit de R$ 5,4 bilhões.
No acumulado de 12 meses, o setor público soma déficit primário de R$ 137,1 bilhões, o equivalente a 1,06% do PIB. O resultado representa alta de 0,65 ponto percentual em relação ao acumulado até fevereiro.
A dívida bruta do governo geral (DBGG) atingiu 80,1% do PIB, ou R$ 10,4 trilhões, impulsionada por juros nominais, emissão de dívida, variação cambial e crescimento do PIB nominal.
A dívida líquida do setor público (DLSP) também avançou e chegou a 66,8% do PIB, ou R$ 8,6 trilhões, com alta de 1,3 ponto percentual no mês, segundo o BC.
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