O presidente Lula (PT) avalia a demissão de ocupantes de cargos de confiança ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na Esplanada dos Ministérios, em reação à rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
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De acordo com a CNN Brasil, “o movimento é descrito como uma ‘declaração de guerra’” do Executivo petista “contra parlamentares e aliados considerados responsáveis pela articulação contrária ao Planalto”.
Indicado por Lula há mais de 5 meses, Messias enfrentou resistência da oposição e da cúpula do Senado, especialmente de Alcolumbre, que defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente da Casa, para a vaga no Supremo.
A expectativa, segundo interlocutores do governo consultados pela emissora, “é de que as primeiras exonerações comecem a ser publicadas já nas primeiras horas desta quinta-feira no Diário Oficial da União (DOU)”.
No entanto, fontes da Secretaria de Relações Institucionais afirmam à CNN “que o processo já foi iniciado. Integrantes da pasta passaram a entrar em contato com ocupantes de cargos ligados ao grupo de Alcolumbre para agendar reuniões, em movimento interpretado como etapa prévia às demissões”.
A rejeição de um indicado ao STF não ocorria há 132 anos, o que resultou em uma derrota histórica para Lula. A última vez em que o Senado havia barrado uma indicação presidencial ao Supremo foi em 1894, cinco anos após a Proclamação da República. Na ocasião, foram rejeitados 5 nomes indicados por Floriano Peixoto.