O empresário Nelson Tanure divulgou uma nota de esclarecimento nesta quarta-feira (18) em que rebate as acusações feitas pelo fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman, durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Crime Organizado no Senado.
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No comunicado, Tanure nega qualquer relação societária com o Banco Master e afirma: “nunca foi sócio, controlador ou beneficiário, direto ou indireto, do Banco Master”, acrescentando que manteve com a instituição “apenas relações comerciais legítimas, como cliente, nos mesmos moldes em que opera com diversas outras instituições financeiras”.
A resposta também traz uma lista de decisões judiciais envolvendo Timerman, utilizadas para contestar a credibilidade do depoimento prestado à CPI.
Segundo a nota, o fundador da Esh foi condenado por perseguição contra o próprio Tanure, por difamação contra o gestor Daniel Alberini e a pagar indenizações por disseminar “mentiras” sobre o gestor Renoir Vieira e o advogado Algredo Lazzareschi.
O texto ainda afirma que Timerman “é atualmente investigado pelo Ministério Público por ameaçar outro advogado” e também “por ameaçar o ex-presidente da CVM”, além de responder a uma ação civil pública na qual, segundo Tanure, o próprio Ministério Público o acusa de manipular o mercado de valores mobiliários.
Ao destacar esse histórico, o empresário sustenta que o depoimento apresentado no Senado não tem credibilidade.
“Basta uma pequena consulta ao seu histórico judicial para entender a razão pela qual esse indivíduo não desfruta de qualquer credibilidade no mercado”, diz a nota.
Tanure também ressalta sua trajetória no mercado financeiro, afirmando ter “décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários” e que “jamais havia sido acusado de qualquer prática supostamente delitiva” no contexto das empresas em que atua ou atuou.
A manifestação ocorre após Vladimir Timerman afirmar, mais cedo, à CPI que Nelson Tanure seria o verdadeiro controlador do Banco Master e que o empresário Daniel Vorcaro atuaria como “pau-mandado”.
As declarações foram feitas no contexto da investigação parlamentar e não foram confirmadas por órgãos reguladores como a CVM e o Banco Central.
Por fim, Tanure afirma confiar nas instituições e no andamento das apurações. “Nelson Tanure reafirma sua confiança nas instituições e no esclarecimento dos fatos no âmbito das investigações em curso”, conclui a nota.