As investigações desse caso tiveram início após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023, em Cuiabá. Quando seu celular foi apreendido para a investigação dos motivos do crime, o Ministério Público de Mato Grosso detectou diálogos com desembargadores e remeteu o material ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O CNJ analisou as conversas e detectou suspeitas que Zampieri comprou decisões judiciais de desembargadores de MT e também tinha relação próxima com um lobista de Brasília que dizia ter acesso aos gabinetes de ministros do STJ. O CNJ, então, passou a analisar os diálogos de Zampieri com esse lobista, Andreson de Oliveira Gonçalves.
Nessas conversas, Andreson compartilhava minutas de decisões antecipadas de ministros do STJ e dizia fazer pagamentos a assessores dos ministros em troca de decisões favoráveis.
Com base nesses indícios, a PF deflagrou a Operação Sisamnes e prendeu Andreson em novembro do ano passado.
Com o avanço da investigação, a PF descobriu transferências bancárias de uma das empresas de Andreson a representantes de agentes públicos. Ele repassou, por exemplo, R$ 4 milhões a um servidor do STJ que trabalhou nos gabinetes de duas ministras.
O inquérito sobre os assessores do STJ está na fase final, mas não foram detectadas conexões direta de Andreson com os ministros.
Fonte: Uol