O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) intensificou a pressão sobre senadores nesta quarta-feira (29), ao promover uma ofensiva nas redes sociais contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
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Ao longo do dia, o parlamentar publicou listas com os integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável pela sabatina, e afirmou: “Divulgaremos o voto de cada um depois”. Em outra postagem, convocou eleitores a pressionarem os parlamentares: “É hoje: cobre o seu senador. O Brasil está atento”.
Mesmo com a previsão de voto secreto no Senado, Nikolas incentivou declarações públicas de posicionamento. “Quais senadores já declararam publicamente contrários à indicação do Messias?”, questionou em uma publicação.
O deputado também elevou o tom ao tratar das possíveis consequências políticas do resultado. “Votou Messias, perdeu eleição”, escreveu.
Além dos titulares da comissão, ele divulgou nomes de suplentes, que só votam em caso de ausência dos membros efetivos, organizando os senadores por blocos partidários.
Em vídeo, Nikolas criticou a escolha feita pelo presidente Lula (PT) e questionou a indicação ao STF. “É mais um amigo do Lula sendo indicado para o STF”, afirmou.
Ele ainda acrescentou: “Lembra do que o Lula prometeu na campanha?”, em referência a falas em que o então candidato dizia que não indicaria “amigos” para a Corte e que as escolhas deveriam seguir critérios técnicos, não pessoais.
A movimentação ocorre no mesmo dia da sabatina de Messias na CCJ, presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA). Para avançar, o indicado precisa de maioria simples entre os presentes no colegiado.
Caso seja aprovado, o nome segue para votação no plenário do Senado, onde são exigidos ao menos 41 votos favoráveis. Assim como na comissão, o voto também é secreto nessa etapa.
A análise da indicação cabe exclusivamente ao Senado, que deve verificar se o candidato cumpre os requisitos constitucionais para o cargo, como notável saber jurídico, reputação ilibada e idade mínima de 35 anos.