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O pequeno Arthur Jordão Lara, de seis anos, vive uma corrida contra o tempo. Diagnosticado com distrofia muscular de Duchenne (DMD), uma doença genética rara e degenerativa, ele precisa receber o único tratamento disponível no mundo capaz de frear o avanço da condição.


O problema é que o remédio custa R$ 17 milhõese só pode ser aplicado em crianças de até 7 anos e 11 meses que ainda consigam andar. Sem garantia de que conseguirá o medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a família decidiu lançar uma campanha de arrecadação online.

 

A meta é atingir o valor necessário para a compra do Elevidys, uma terapia gênica que pode oferecer a Arthur mais tempo e qualidade de vida.

“É uma doença que rouba tudo aos poucos. Arthur ainda anda, mas não sobe escadas, não corre, não anda de bicicleta. E, se perder essa capacidade, mesmo com o tratamento, não volta mais. Cada dia que passa, ele perde mais força muscular. E o tempo que nos pedem para esperar é justamente o que não temos”, desabafa Natália Jordão, 40, mãe do menino.

Diagnóstico difícil e rotina em alerta

Arthur nasceu em junho de 2019, um “bebê da pandemia”, como a família diz. A mãe começou a notar que ele se desenvolvia mais devagar do que as irmãs e os primos. A escola chegou a levantar a hipótese de autismo, mas, após uma série de exames e muita insistência, veio o diagnóstico de DMD em agosto de 2024.

A distrofia muscular de Duchenne é causada por uma mutação genética que afeta a produção da distrofina, proteína essencial para manter a integridade dos músculos.

A condição costuma se manifestar a partir dos dois anos de idade, com sinais como quedas frequentes, dificuldade para correr, subir escadas e aumento do volume das panturrilhas.

“Mesmo que o bebê já nasça com a mutação, os sintomas só costumam aparecer com o crescimento. E quanto mais tarde o diagnóstico, maior o risco de perda muscular antes de qualquer intervenção”, explica o pediatra Fábio Bozelli, especialista em pneumologia pediátrica e médico de Arthur.