Momentos antes da votação histórica do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que pode derrubar o decreto do governo Lula que propõe o aumento do IOF, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu se calar diante dos questionamentos dos jornalistas.
Motta chegou à Câmara às 15h06 desta quarta-feira, 25, pela chapelaria. Subiu até a área do café dos parlamentares, que fica anexo ao plenário, onde foi abordado pela primeira vez. Ali, o presidente relatou que colocaria a pauta que derruba o decreto do IOF para votação, mas que só falaria depois da ordem do dia.
Na sequência, o presidente da Casa participou do lançamento da Federação Solidariedade e PRF, em que discursou — mas sem citar a votação. Ao fim da coletiva no salão verde, foi abordado mais uma vez pela imprensa.
Oeste indagou o parlamentar sobre a previsão para a votação do PDL que susta o IOF, mas não obteve resposta. Ao ser questionado sobre se a decisão de pautar a proposta para criar uma “cortina de fumaça” em cima da análise do aumento das cadeiras da Câmara no Senado, Motta seguiu em silêncio.
Motta pauta PDL do decreto do IOF e pega o governo de surpresa
Motta anunciou a votação do PDL que susta o decreto do IOF no fim da noite de terça-feira 24, na sua rede social X. Reforçou a informação nesta manhã. A divulgação da inclusão da matéria na pauta do dia pegou o governo Lula de surpresa.
Na manhã desta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também usou a rede social para defender o decreto da gestão petista. Segundo ele, a medida “corrige uma injustiça”.
“Combate a evasão de impostos dos mais ricos para equilibrar as contas públicas e garantir os direitos sociais dos trabalhadores”, escreveu o ministro no X.
Em 16 de junho, o plenário aprovou a urgência do projeto, derrotando o governo Lula. Mesmo com articulação do Planalto, até aliados votaram a favor.
Fonte: Revista Oeste