Enquanto o Brasil vive um inverno ameno, países da Europa e os EUA passam por semanas de temperaturas extremamente altas, em meio a um verão seco e quente.
É provável que, enquanto você lê esta reportagem, quem está em países como Espanha, França, Alemanha, Polônia e Itália esteja procurando como aliviar o calor intenso.
O momento atual é, em parte, explicado pela geografia: em latitudes médias e altas, um quadro chamado de anticiclone tende a se formar. As informações são do G1.
Ele faz com que a circulação atmosférica — diferença de aquecimento entre as regiões equatoriais e polares — crie áreas de alta pressão, comprimindo e elevando a temperatura do ar.
Essas áreas de alta pressão contribuem para o tempo seco e estável, que pode elevar as temperaturas e, consequentemente, a ondas de calor.
“Esse fenômeno também impede a formação de nuvens, fazendo com que os raios solares cheguem muito fortes. O calor faz com que o solo perca a umidade rapidamente, deixando todo o ambiente seco e quente”, explica o climatologista Carlos Nobre, ex-presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e doutor em meteorologia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.