BOMBA: vereador assassinado que era testemunha no caso Marielle respondeu pergunta à divisão de homicídios que pode ter selado sua morte

Uma imagem registrada pela câmera de um dos elevadores da Câmara dos Vereadores chamou a atenção de policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), durante a apuração do homicídio da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista Anderson Gomes. Eram 15h23m de 14 de março de 2018, dia da morte da parlamentar, quando um assessor do então vereador Jair Barbosa Tavares, o Zico Bacana, desceu com mais duas pessoas do sétimo andar, onde fica o gabinete do parlamentar. Um funcionário de Marielle contou à polícia que o trio pegou o elevador logo após a vereadora ir ao plenário da Casa, que fica no térreo.

Em 5 de abril de 2018, quando foi chamado para depor na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) sobre o homicídio de Marielle e Anderson, Zico Bacana confirmou a identificação de duas pessoas. Além de Marcos Dias, seu chefe de gabinete, também estava no elevador da Câmara o sobrinho dele, Jadir Júnior. No entanto, o então vereador não soube dizer quem era o terceiro homem na fotografia, reprodução da imagem captada no elevador, mostrada pelos agentes. A pessoa, até então estranha, vestia camisa estampada e usava boné. As informações são do jornal O Globo.

Os policiais chamaram Marcos Dias para depor, o que ocorreu no dia seguinte. O chefe de gabinete, acompanhado do mesmo advogado de Zico Bacana, confirmou que o então vereador não conhecia a pessoa que desceu com ele no elevador. Segundo ele, o homem de camisa estampada e boné era um guarda municipal de Magé, na Baixada Fluminense. Dias disse à polícia que a pessoa esteve no gabinete do vereador Jonas Moura, que também é guarda municipal, e que o encontrou na Câmara.

Cinco anos após a morte de Marielle e Anderson, os assassinatos de Zico Bacana; do irmão dele, Jorge Tavares; e Marlon Correia dos Santos, na noite de segunda-feira, fizeram com que os investigadores do caso voltassem a ter a atenção voltada para a possibilidade de haver alguma ligação entre os crimes. Os cinco foram executados numa emboscada na capital.

Quando depôs, menos de um mês depois do homicídio da vereadora, Zico Bacana, que era policial militar, chegou a manifestar certo incômodo pelas críticas que Marielle fazia à PM. Segundo ele , “Marielle, normalmente, usava a palavra para atacar as instituições governamentais, sobretudo, a Polícia Militar do Rio de Janeiro”.

O então vereador disse ainda à polícia que “Marielle nunca temeu em seus discursos se posicionar desfavoravelmente às atuações que eram realizadas corriqueiramente pela Polícia Militar no Rio de Janeiro, no enfrentamento do crime cotidiano, sendo certo que, para Marielle, aquelas atuações, via de regra, eram consideradas arbitrárias”. Para o então parlamentar, o 41º BPM (Irajá) seria um dos alvos.

Fonte TBN – Link Original

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