Planalto reage a fala de Trump e defende contra-ataque – Paulo Figueiredo

Presidente Lula já reagiu às declarações e afirmou que o líder americano não tem que se meter nas eleições brasileiras

Integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty reagiram, nesta quarta-feira (17/6), às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o cenário político brasileiro.

O líder americano afirmou, ao ser questionado sobre o resultado do julgamento do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que “o Brasil está se tornando um país duro politicamente, perigoso politicamente. Está meio desagradável”.

No Itamaraty, diplomatas admitem, sob reserva, preocupação com possíveis sinais de interferência no processo eleitoral de 2026.

Já no Palácio do Planalto, auxiliares classificam as falas como “perigosas” diante do atual cenário político e defendem resposta firme e rápida do governo brasileiro.

Uma fonte disse à coluna, sob reserva, que a gestão petista “deve ir para cima”.

O que diz Lula

Mais cedo, o presidente Lula reagiu diretamente às declarações. Em coletiva, afirmou que Trump “não tem o direito” de se meter nas eleições brasileiras, independentemente de preferências políticas.

“Ele tem o direito de ter suas preferências ideológicas e eleitorais. Só espero que ele não fira o código de respeito entre nações soberanas. Ele pode gostar do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem problema. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque isso é um problema do Brasil”, disse Lula.

Lula também afirmou que Trump deveria “aprender” com o Brasil a realizar eleições “mais tranquilas”. O presidente voltou a defender o sistema de votação por urnas eletrônicas, como já havia feito mais cedo em conversa vazada.

“Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil a fazer eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas. Não tem país no mundo que tenha um sistema de urna eletrônica como o nosso, em que, duas horas após o encerramento da votação, a gente já sabe o resultado nos 27 estados da Federação. Já sabe quem é o presidente eleito, quem são os governadores, os senadores e os deputados. A gente não fica no século passado, com voto em papel. Uma lista com 500 nomes, a gente não fica. Então, se tem alguém que precisa aprender com as eleições civilizadas do Brasil, é o meu amigo Trump”, afirmou Lula.

Crédito Metrópoles

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