O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em sua proposta de delação premiada que realizou um pagamento de US$ 30 milhões (R$ 155 milhões) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por meio de uma conta secreta no exterior em troca de apoio a uma demanda de interesse da instituição financeira, de acordo com reportagem da Veja.
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A operação financeira teria sido realizada, segundo a revista, pelo empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master e ligado ao PT da Bahia.
Em nota, o gabinete de Alcolumbre informou que acionará a Justiça para que Vorcaro responda por suas “falsas” acusações e afirmou que “a verdade dos fatos prevalecerá”: “Aqueles que formulam acusações irresponsáveis serão responsabilizados”.
Outro trecho do acordo de delação, segundo a Veja, trata de “negócios nebulosos” de Vorcaro com integrantes do governo petista da Bahia. O nome de maior destaque citado pela revista é o do ex-ministro e ex-governador baiano Rui Costa (PT).
Vorcaro “não detalhou a que custo se deu essa relação”, mas relatou sua trajetória de negócios com integrantes do PT baiano. Como revelou o jornalista Claudio Dantas, o CredCesta, de Augusto Lima, marcou a estreia do Master no mercado de crédito consignado.
Criado por Guga Lima em 2018, o CredCesta surgiu após o empresário baiano vencer uma licitação da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos).
Em 2020, Lima ingressou na sociedade do então Banco Máxima, posteriormente rebatizado como Master, levando o CredCesta como um de seus principais ativos. Mais da metade do lucro do banco de Vorcaro, liquidado pelo Banco Central (BC) no ano passado, vinha da operação de crédito consignado.
LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DE ALCOLUMBRE:
“As alegações publicadas pela revista VEJA envolvendo o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, são absolutamente falsas, não procedem e serão enfrentadas com a máxima firmeza.
O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir.
A verdade dos fatos prevalecerá e aqueles que formulam acusações irresponsáveis serão responsabilizados”